Metropolitan man

outubro 16, 2015

The small-town life in Antiquity and in the Middle Ages set barriers against movement and relations of the individual toward the outside, and it set up barriers against individual independence and differentiation within the individual self. These barriers were such that under them modern man could not have breathed. Even today a metropolitan man who is placed in a small town feels a restriction similar, at least, in kind.

(SIMMEL, Georg, 1903, Die Grosstädte und das Geistesleben / The Metropolis and Mental Life – trans. Kurt Wolff / As Grandes Cidades e a Vida do Espírito – trad. Arthur Morão)

A vida na pequena cidade, tanto na Anti- guidade como na Idade Média, impunha ao singular limites de mo- vimento e das relações para fora, de autonomia e de diferenciação para dentro, sob os quais o homem moderno não conseguiria respi- rar. Ainda hoje o habitante da grande cidade sente um constrangi- mento análogo, pelo menos quanto à espécie, quando se muda para uma cidade pequena.

Das Kleinstadtleben in der Antike wie im Mittelalter legte dem Einzelnen Schranken der Bewegung und Beziehungen nach außen, der Selbständigkeit und Differenzierung nach innen hin auf, unter denen der moderne Mensch nicht atmen könnte. Noch heute empfindet der Großstädter, in die Kleinstadt versetzt, eine wenigstens der Art nach gleiche Beengung.

Memoria dos filmes da minha vida

outubro 12, 2015

“Muitas vezes ouvi a banda sonora de Johnny Guitar sem ver as imagens. Tudo vem, por acréscimo, toda a memória do filme se repovoa. Mas, para que isso suceda, é preciso haver memória, é preciso ter-se visto o filme. Se é verdade que Johnny Guitar é também uma ópera, não o é menos que está dependente daquela única e irredutível mise en scène.

Rever as imagens (ou os sons) do Johnny Guitar é rever a recordação delas. Para quem o vê pela primeira vez é ainda de rever que se trata. Porque todos os personagens – os doze actores principais, cada um deles essencial – não fazem outra coisa.”

João bénard da Costa. Os Filmes da Minha Vida, Os Meus Filmes da Vida, edited by Assírio & Alvim in 1990

There is never any end to Paris

agosto 5, 2014

“I did my business in New York and when I got back to Paris I should have caught the first train from the Gare de l’Est that would take me down to Austria. But the girls I was in love with was in Paris then, and I did not take the first train, or the second or the third”. (Ernest Hemingway, “A moveable feast”, p. 210)

“There is never any ending to Paris and the memory of each person who has lived in it differs from that of any other. We always returned to it no matter who we were or how it was changed or with what difficulties, or ease, it could be reached. Paris was always worth it and you received return for whatever you brought to it. But this is how Paris was in the early days when we were very poor and very happy” (ibidem, p. 211)

Multiversões

maio 28, 2013

“Considerando as análises e estudos apresentados durante o simpósio, reforçou-se uma vez mais o cinema como um fenômeno que parece resistir a teorias definitivas e como um objeto que, desde suas origens no século 19, confunde constantemente as noções de original e de cópia, para descontentamento da arquivologia mais tradicional.

(…)

Priorizar o tema das multiversões em um congresso sobre preservação audiovisual de alcance mundial é uma tentativa de estender um compromisso de preservação, antes direcionado prioritariamente às “versões originais”, a todos os materiais em celulóide existentes nos diversos arquivos de filmes do mundo. A partir de agora, nada do que existe do cinema impresso fotoquimicamente, seja uma versão dublada, censurada ou reduzida pelo distribuidor, será considerada de menor valor histórico ou arquivístico.”

FELICE, Fabrício.Obras multiplicadas: a conservação das multiversões cinematográficas IN Fuera de Campo / Contrapicado

http://contrapicado.net/2013/05/69o-congreso-de-la-fiaf/#fiaf2013_1_português

Catálogos de mostras

maio 13, 2013

“Pensando o catálogo como o registro material e produto final impressoduradourode um acontecimento eventual, nele se idealizava registrar a pesquisa feita em torno da obra do diretor e suas conclusões, deixando-o assim como uma fonte de consulta para a posteridade.” DURÃO, Carolina “Estudo de caso da mostra Retrospectiva Rogério Sganzerla” p. 27 – Monografia da UFF. Niterói, 2007.

Joan of Arcadia S1 E16 “Double Dutch”

janeiro 9, 2013

Double Dutch Girl: [speaking as God] The connection you and Casper had – you think that’s gone just because she went away? Is your connection with Adam gone just because he’s with Iris? Real connections – they can’t be broken by time or space. 
Joan: I wanted to help her. I – I wanted to get her a place, get her dad a job. 
Double Dutch Girl: You can’t fix everything, Joan. 
Joan: She’s my friend. I want to know what’s going to happen to her. 
Double Dutch Girl: I know you do. But, sometimes, it’s enough to plant the seed, walk away, and let the flower grow on its own.

outubro 13, 2012

“Everything is endured – disgrace, humiliation, poverty, war, crime, ennui – in the belief that overnight something will occur, a miracle, which will render life tolerable.”

 

Henry MILLER. “Tropic of Cancer”

CCBB e cinéfilos

julho 2, 2012

“Apresentar filmes já não basta. O trabalho universitário é importante, mas nunca será suficiente. O CCBB faz um trabalho extraordinário, mas numa sala ínfima, onde não dá para marcar um encontro, porque é impossível saber se vai haver lugar…”

 

Inácio ARAÚJO, 27 de junho de 2012, Cinema de Boca em Boca

http://inacio-a.blogosfera.uol.com.br/2012/06/27/a-caminho-do-cinema-ritrovato/

Viajar ou não viajar

junho 1, 2012

“… c’est de la folie pure de courir ici et là comme vous faites. Tâchez de mettre un peu d’ordre dans vos affaires quand vous serez rentré de vos multiples voyages. Il est certainement temps. C’est dommage que ce soit moi qui doive vous le dire, et de cette manière”.

Iris Berry para Henri Langlois, 30 de abril de 1952. Encontrado em MANNONI, Laurent: Histoire de la Cinémathèque Française, p. 150

Preservação de materiais digitais

maio 7, 2012

“2010 brought many revelations. The Oslo Joint Technical Symposium has demonstrated how complex the challenges in transition from grain to pixels are, and how urgent it has become to develop “best practices” for born-digital works.” Michael LOEBENSTEIN “A Changing Landscape”, editorial in Journal of Film Preservation 84 April 2011, Bruxelles.  (p. 4)